Por que investir em automação de usinas no setor sucroenergético?

automação de usinas

O Brasil é produtor de cana-de-açúcar desde o período colonial. Felizmente, desde então, bastante coisa mudou. A produção cresceu significativamente nas últimas décadas e, hoje, o país é o maior produtor mundial de cana. A automação de usinas tem um papel fundamental nesse cenário.

O setor sucroenergético é estratégico para a economia brasileira, movimentando cerca de  R$ 40 bilhões. O expressivo valor é resultado de investimentos em uma indústria moderna com recursos tecnológicos que vão desde máquinas agrícolas, até programas e sistemas de monitoramento da lavoura e do transporte do produto.

As ferramentas que permitem a automação nas usinas são, hoje, investimentos essenciais para o empreendedor do mercado da cana-de-açúcar e do etanol. Como veremos, a tecnologia se tornou uma grande aliada para aumentar a produtividade, reduzir os custos e ter um controle total das operações – do plantio à logística.

A evolução da automação de usinas de cana e etanol

A partir dos anos 1970, novas tecnologias tanto para o cultivo quanto para o desenvolvimento da indústria do setor começaram a ser pensadas. A produção brasileira de cana-de-açúcar deu um grande salto, passando da utilização de antiquados processos para novas formas de processamento dentro das usinas e destilarias.

Em um primeiro momento, o foco foi desenvolver novas variedades de cana e novas técnicas de manejo e análise do solo e fertilizantes. Posteriormente, houve a mecanização das fases de produção agrícola e passou-se a contar com equipamentos e softwares de controle multieletrônicos e novos implementos. Isso permitiu um aumento da capacidade de moagem, melhorou significativamente o processo de fermentação e reduziu o consumo de vapor.

Depois dessa fase inicial da automação de usinas, mais recentemente, assistiu-se a outra etapa dessa evolução, que teve, por exemplo, o desenvolvimento do monitoramento por satélite e do melhoramento genético nas lavouras.

Atualmente, os sistemas digitais eliminaram a necessidade de fichas de papel e do controle manual – muito mais sujeito a erros. A mecanização já chegou a tal nível que é possível controlar todas as operações a partir de computadores que gerenciam todas as etapas e equipamentos da usina. 

Quais atividades podem ser automatizadas

As soluções para automação de usinas aparecem, hoje em dia, em diferentes etapas da cadeia produtiva da cana e do etanol. Aqui vamos falar dos principais sistemas e ferramentas que trazem resultados concretos e comprovados ao empreendimento.

Monitoramento do plantio e da colheita

Visando promover um monitoramento total do plantio e da colheita, a indústria da tecnologia desenvolveu softwares que são ligados às colhedoras para automatizar a sua atividade e extrair informações relevantes. A ferramenta fica acoplada e ajuda a planejar a colheita de acordo com o comportamento da máquina.

Além disso, é possível visualizar em um tablet dados sobre o tipo de solo, a geografia do terreno, a velocidade da colhedora, a quantidade de cana colhida, o tempo de funcionamento e o combustível disponível.

Há, ainda, sistemas de execução da manufatura que monitoram todas as etapas do processo de produção em tempo real. Uma das grandes vantagens desses programas é que eles são interligados com o ERP e conseguem confrontar o que foi planejado com o que está sendo executado.

Sistemas de controle e abastecimento automatizado de frotas

Já existem também equipamentos ligados aos caminhões para estabelecer uma comunicação direta entre a colhedora, a central e o veículo. Desse modo, consegue-se determinar a origem da carga de cada caminhão e o peso transportado.

A ferramenta possui uma função de comando de voz para orientar os motoristas baseada em sensores que coletam informações sobre o trajeto e a velocidade. Em caso de chuva e caminhão carregado, o motorista será informado a respeito da velocidade adequada para rodar sem riscos de acidentes. O sistema também faz com que o trajeto seja feito da forma mais econômica possível, evitando, por exemplo, freadas que significam um maior consumo de combustível.

E como o combustível é sempre uma preocupação que, em função do seu custo, merece atenção, além de contar com recursos para gestão de frotas, é importante investir em um sistema de abastecimento automatizado. O Sistema Automatizado de Abastecimento de Frotas (SAAF), desenvolvido pela IONICS, permite o controle completo do abastecimento e de cada gota de combustível consumida.

A plataforma traz segurança, agilidade e diminuição do tempo de abastecimento e libera combustível apenas para autorizados e conforme a necessidade de cada caminhão ou máquina. O sistema também registra automaticamente todos os dados da operação, incluindo código do veículo, valor do hodômetro, data, hora e litragem abastecida.

Principais benefícios de investir em automação

Diante do cenário que descrevemos e da disponibilidade de ferramentas para automação de usinas, a adoção de sistemas desse tipo é imprescindível para manter-se competitivo no setor sucroenergético.

Existe, sem dúvida, uma pressão do mercado por incremento na produtividade e na qualidade do produto – dois resultados que podem ser alcançados com investimento em tecnologia. Explicamos abaixo um pouco mais sobre os principais benefícios de investir na automação.

Maior controle de toda a operação

É muito provável que o “controle” seja o fundamento de grande parte dos recursos tecnológicos que vêm sendo desenvolvidos atualmente na agricultura em geral. No caso da cana e do etanol, o controle avançado dos processos ajuda a diminuir a variabilidade nas usinas.

Com esses softwares, o empreendedor alcança a redução de riscos e o aumento da segurança. Esses benefícios são promovidos por sistemas de automação específicos para comandar qualquer ocorrência de forma isolada e corrigir falhas automaticamente.

Economia e gestão mais profissional

Segundo especialistas, o estabelecimento da automação de usinas é uma questão de tempo, pois não se trata apenas de modernização, mas de proporcionar retorno financeiro para o empreendedor. Experiências já confirmaram que as perdas em um sistema convencional são muito maiores do que em um automatizado.

Os dados coletados pelos programas são, na verdade, importantes informações gerenciais que podem ser analisadas para um uso mais eficaz dos recursos disponíveis. A redução do tempo gasto em atividades, a diminuição de acidentes, a eliminação da possibilidade de fraudes e falhas são apenas alguns dos fatores que têm como resultado a redução de custos do produtor.

Por outro lado, as informações coletadas pelos sistemas de automação de usinas são importantíssimos indicadores do desempenho do negócio. Eles dizem muito sobre a gestão, apontando acertos e identificando pontos que podem ser melhorados. Com esses dados, é possível realizar um planejamento eficaz e ter uma tomada de decisão muito mais assertiva.

Aumento da produtividade e competitividade

Com a possibilidade de monitorar a operação e identificar, por exemplo, falhas do operador ou problemas na máquina, é possível focar em treinamento e manutenção para aumentar a produtividade. Da mesma forma, isso serve para outras partes da produção com a mesma possibilidade de melhoria e aperfeiçoamento.

Focar no incremento da produtividade é o principal caminho para aumentar a competitividade e a lucratividade. O grande desafio dos empreendedores do setor sucroenergético é, atualmente, produzir cada vez mais em um mesmo espaço de terra com o menor impacto ambiental possível. Certamente, isso só é possível com o auxílio da tecnologia.

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