Os principais desafios em logística para o presidente eleito

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Sendo a responsável por garantir que a produção chegue ao local estipulado, dentro do prazo que deve ser entregue, a logística é uma peça fundamental da engrenagem econômica. Alguns dos problemas enfrentados hoje pela indústria brasileira estão diretamente relacionados ao transporte. Enfrentar os desafios em logística, como bem sabemos, não será uma tarefa fácil para o novo presidente eleito, no último dia 28 de outubro, Jair Bolsonaro (PSL).

A relevância do setor para a economia dá a dimensão da complexidade da questão. Ela envolve todas as atividades relativas à posse e à movimentação dos produtos nas organizações. Em um país que vive um momento de crise econômica, muitas são as ameaças ao crescimento da indústria.

Para lidar com isso e tentar fazer o Brasil voltar a crescer, o novo presidente terá de olhar para os transportes e encarar de frente os desafios em logística que hoje colaboram para impedir o avanço econômico do país.

Quais são as principais ameaças ao setor

Sem os transportes, as indústrias não conseguiriam produzir, não haveria comércio e os produtos essenciais não chegariam aos consumidores. Segundo a Confederação Nacional do Transporte, (CNT), atualmente, cerca de 60% da matriz do transporte de cargas do Brasil se concentra nas estradas.

A grande “dependência” do setor em relação ao transporte rodoviário é, sem dúvida, um dos desafios em logística que merecem a atenção do próximo governante. As condições precárias das estradas brasileiras elevam em 26,7% os custos operacionais dos transportadores, também de acordo com dados da CNT.

No entanto, o montante necessário para melhorar a infra-estrutura da malha rodoviária é bastante alto, e a decisão sobre quanto o governo irá investir é muito aguardada pelo setor. Assim como a resolução sobre a prorrogação antecipada das concessões – outra pauta que está na sua agenda prioritária. A situação vem se arrastando desde o ano passado, quando foi aprovada a Lei 13.448. Segundo especialistas, a medida destravaria muitos bilhões investidos nos transportes.

Outra questão que faz parte dos desafios em logística que Bolsonaro e sua equipe irão enfrentar é a segurança nas rodovias. Além da precariedade do pavimento, a incidência de roubos de carga nas estradas brasileiras é altíssima e traz um enorme prejuízo ao setor. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o fato afeta a competitividade da indústria e ajuda a agravar a crise econômica.

O projeto de expansão da malha ferroviária é outro assunto pendente com o qual o presidente eleito terá de lidar. A solução faria com que as ferrovias aumentassem a sua participação na matriz de transporte de carga, o que possibilitaria que os custos do frete diminuíssem significativamente, trazendo uma grande economia ao setor.

O que diz o plano de governo do candidato eleito sobre os transportes

O plano de governo apresentado durante a candidatura de Jair Bolsonaro às eleições de 2018 elenca alguns pontos-chaves relativos ao setor. Com dados da CNT, ele fala, por exemplo, sobre o agravamento da degradação da infra-estrutura rodoviária de 2016 para 2017. O documento também traz o dado que revela que o investimento em rodovias diminuiu de R$ 11,2 bilhões em 2011 para R$ 8,61 bilhões em 2016.

Além disso, a extensão da malha ferroviária brasileira é comparada àquela americana e argentina: enquanto o Brasil possui 3,4 quilômetros de ferrovias para 1 mil quilômetros quadrados, nos EUA há 22,9 quilômetros e na Argentina mais de 13 quilômetros.

Por fim, o plano traz também informações sobre os investimentos do governo federal no transporte hidroviário. Ele afirma que, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o montante foi reduzido em 77% desde 2010, chegando a R$ 300 milhões em 2016.

Desafios em logística precisam estar na pauta prioritária do governo 

Uma vez que o presidente que assumirá o poder no próximo ano dará prioridade à recuperação econômica do país, o setor de transportes deverá ter destaque na pauta do governo eleito. O cenário é bastante nebuloso e os desafios em logística muito complexos para serem preteridos.

Além dos pontos listados durante a candidatura de Bolsonaro, outras questões, como a segurança nas estradas e a situação das rodovias, certamente serão cobradas do representante eleito pelas entidades do setor, que estão otimistas com a possibilidade de melhoria.

A logística é um fator de extrema importância para a economia brasileira, tendo um papel fundamental nas estratégias de redução de custos das empresas. Somente graças a ela, um país pode aumentar a sua produtividade e a sua capacidade de produção. E, sobretudo em um país de dimensões continentais, as políticas de transporte precisam estar na agenda prioritária do governo federal.

Para superar a crise e voltar a mirar o crescimento econômico, o novo presidente deverá olhar para a logística e para os transportes e apresentar medidas eficazes. Restam poucos meses para entendermos se Bolsonaro irá ou não atender às demandas e reivindicações do setor, o que esperamos que aconteça.

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