Gestão empresarial no setor sucroalcooleiro: por que precisa ser mais eficiente?


A produção de cana-de-açúcar e etanol tem um papel estratégico na economia brasileira. Ela cresceu nas últimas décadas e o Brasil é hoje o maior produtor mundial de cana. No entanto, apesar das boas oportunidades, os produtores também enfrentam importantes desafios. Para garantir o sucesso do empreendimento, é preciso focar na eficiência da gestão empresarial no setor sucroalcooleiro.

Dados consolidados pela Unica mostram que a safra 2018/2019 de etanol bateu recordes de produção, consumo e venda. Por outro lado, os custos de produção de cana-de-açúcar subiram cerca de 10% em relação ao ciclo anterior. Houve também, no mesmo período, uma queda no preço médio da cana.

Diante desse cenário de margens apertadas, a gestão empresarial no setor sucroalcooleiro requer atenção especial. Se não houver foco em um gerenciamento de qualidade, o resultado será negativo e o produtor poderá ter prejuízos.

O papel da gestão qualificada para garantir o sucesso no setor

Diferentemente das culturas de grãos (soja, milho, etc), o investimento no setor sucroenergético é de longo prazo. Desde o início do cultivo, há um período de cerca de 18 meses até o primeiro corte e um ciclo total de aproximadamente cinco anos. O fato por si só já justificaria a necessidade de um bom planejamento. Afinal, o prazo para o retorno precisa ser considerado pelo gestor.

Contudo, o produtor também deve estar preparado para enfrentar outras adversidades. Se em breve espaço de tempo, o cenário já está sujeito a alterações, em um período maior, a tendência é que, inevitavelmente, mudanças aconteçam. É preciso, portanto, estar preparado tanto para momentos de pico quanto para contextos de queda nos preços e variações nos custos de produção.

A gestão empresarial do setor sucroalcooleiro deve estar alinhada para lidar com um mercado de commodities muito instável. Como tudo depende dessa relação de mercado, o empreendedor precisa saber “pilotar” a montanha-russa – e não ficar à mercê e ser pego de surpresa.

Custo de insumos está entre principais desafios dos gestores

Além do valor das commodities, outro fator que precisa estar na mira de qualquer gestão empresarial do setor sucroalcooleiro é a variação do dólar. Os adubos e fertilizantes estão entre os itens mais custosos da produção. Por si só o fato já mereceria atenção, mas, infelizmente, a preocupação dos administradores precisa ir além. 

A maior parte dos insumos agrícolas tem matéria-prima importada. Isso significa que o preço desses produtos sofre reajuste de acordo com o valor do dólar. Neste atual contexto bastante delicado para a nossa economia, ele tem chegado muito perto da sua máxima histórica e os produtores assistiram a uma alta significativa no valor dos fertilizantes.

Da mesma forma, os inseticidas também podem representar gastos inesperados se o gestor não estiver preparado. A sua necessidade de uso, sobretudo em função do aumento da resistência de pragas, aumentou significativamente nos últimos tempos.  Por essa razão, além de um rígido controle de custos, a gestão empresarial do setor sucroalcooleiro deve estar atenta ao modo de utilização desses produtos. 

A aplicação correta de adubos, fertilizantes e inseticidas garante não apenas economia, mas também um aumento da produtividade. Atualmente, existem tecnologias desenvolvidas justamente para otimizar a utilização desses produtos, aumentando a sua eficácia e evitando o desperdício.

Como ter uma eficiente gestão empresarial no setor sucroalcooleiro

Ter um bom gerenciamento de custos é, sem dúvida, o princípio de uma eficiente gestão empresarial do setor sucroalcooleiro. Para evitar sustos e prejuízos na safra, é preciso ter um levantamento detalhado dos gastos com a formação do canavial, o trato soca, a colheita, o administrativo, a depreciação, etc. 

Analisando os parâmetros e indicadores técnicos do custo da produção, o gestor toma conhecimento sobre quais são os principais aspectos que influenciam os seus custos. Desse modo, pode traçar estratégias de redução de gastos e de incremento de lucratividade. Fazer compra de insumos quando o câmbio estiver favorável deve, por exemplo, fazer parte desse planejamento.

Outro requisito fundamental de uma gestão inteligente é o domínio das informações não apenas sobre os produtos necessários, mas também sobre as condições da terra, a mão-de-obra disponível, as máquinas e equipamentos, os suprimentos e estoques.

Tecnologia é grande aliada para aumentar a produtividade

O controle total da operação assegura não somente uma produção menos custosa. Uma boa gestão empresarial do setor sucroalcooleiro também deve ser capaz de avaliar corretamente o desempenho da lavoura. Dessa forma, será possível tomar as melhores decisões a respeito das ações de aprimoramento para aumento da produtividade. 

Como em outros campos do agronegócio, a tecnologia pode ser uma grande aliada também neste caso. A modernização das propriedades e usinas e o processo de automação da produção devem estar na mira dos gestores que buscam eficiência no seu trabalho.

Hoje em dia, além de sistemas de gerenciamento que garantem a possibilidade de análise automatizada e controle de todas as informações associadas ao plantio, há recursos de conexão remota desenvolvidos especificamente para usinas de cana e etanol. Sendo assim, o investimento em soluções tecnológicas se desenha como o caminho mais assertivo para uma gestão capaz de utilizar os recursos com inteligência e ampliar a competitividade no setor sucroenergético.

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