Redução de custos na mineração deve ser uma das prioridades do setor


Desde o período colonial até os dias atuais, o setor mineral brasileiro já passou por diferentes fases. Embora continue sendo muito importante para a economia do país, atualmente, para evitar a estagnação, a atividade enfrenta o desafio de se reinventar. E, para retomar o crescimento, o aumento da produtividade e a redução de custos na mineração devem ser prioridades de gestão.

Por ser um país de grande território, ter disponibilidade de recursos naturais e características geológicas privilegiadas, o Brasil é considerado uma potência mineral. O setor representa 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Além disso, a extração mineral é considerada a principal atividade econômica de muitas regiões, sobretudo nos estados de Minas Gerais e Pará.

Cenário atual expõe necessidade de redução de custos na mineração

O panorama atual, no entanto, não é muito favorável para o setor, indicando a necessidade de melhoria na gestão desses empreendimentos. Neste contexto de retração, é fundamental investir esforços na redução de custos na mineração. Contudo, dado o teor da atividade, os gestores precisam encontrar medidas economicamente eficazes, mas que não potencializem os riscos das operações.

Alguns fatores contribuíram para que os gestores se encontrem hoje diante da necessidade de diminuir os gastos de produção. Como se sabe, já há algum tempo, a conjuntura é de desvalorização dos minérios e de queda no preço das commodities. Além disso, o quadro se agravou recentemente, após as duas maiores tragédias de rompimento de barragens no país.

Os dois desastres ocorridos em Minas Gerais – Mariana (2015) e Brumadinho (2019) – não provocaram apenas uma grande tragédia humana e ambiental. Eles também prejudicaram a economia das regiões afetadas e trouxeram sérias consequências para o setor mineral nacional.

Sendo assim, além de enfrentar o desafio de buscar a redução de custos na mineração com o intuito de evitar a estagnação, o setor precisa urgentemente revisar o seu modelo de gestão para evitar que novos episódios como esses venham a acontecer.

Diminuir gastos sem comprometer segurança da operação

A otimização da operação deve ser o foco principal do empreendedor que deseja conter os gastos. Além de aumentar a eficiência operacional, também é fundamental atuar na busca por estratégias que visem a diminuição do uso de energia elétrica – uma das contas de peso pagas pelas mineradoras.

Por outro lado, o plano de redução de custos na mineração não pode afetar de modo negativo a segurança da atividade. Com o objetivo de elaborar medidas que reflitam práticas internacionais e aprimorar a segurança e a sustentabilidade, o Marco Regulatório da Mineração passou por recentes atualizações.

O novo código traz exigências ambientais mais rígidas, como, por exemplo, a questão de aproveitamento de rejeitos e resíduos da atividade mineradora. É preciso atuar, portanto, em aspectos nos quais não haja riscos e também garantir o cumprimento de todas as normas impostas ao setor.

Como promover uma redução de custos na mineração

Para possibilitar uma redução de custos sem comprometer a segurança da operação e assegurar uma atitude sustentável, há de se começar por aperfeiçoar a gestão. Isso é possível através da utilização de ferramentas de gerenciamento como os sistemas ERP.

Esses softwares ajudam no controle de toda a cadeia produtiva – desde operações como lavra, desmonte, até embarque, transporte e beneficiamento. O ERP ajuda o gestor a maximizar o aproveitamento dos recursos existentes, otimizar processos e estabelecer uma administração mais estratégica e profissional.

O investimento em automação, em médio prazo, também ajuda a reduzir gastos no setor mineral. Ela facilita a operação e permite, por exemplo, que se tenha uma extração mais assertiva e produtiva. Não é por acaso que muitos dos avanços tecnológicos no âmbito da mineração envolvem processos de automação e mecanização de procedimentos.

E isso não se dá apenas em relação a aspectos diretamente ligados às minas, mas também em outras etapas. É o caso dos sistemas de automatização do abastecimento de frotas, que permite um controle total do consumo de combustível e também auxilia na diminuição dos gastos com máquinas e transporte.

Energia merece atenção especial no plano de redução de despesas

As despesas com energia representam uma porção significativa dos gastos do setor mineral. Contudo, ao mesmo tempo que o uso de energia é um problema, a sua resolução acaba por surtir efeitos importantes em um plano de redução de custos na mineração.

Para isso, também com auxílio da tecnologia, é essencial definir uma estratégia ativa de gerenciamento de energia. Com um sistema específico, é possível implementar e monitorar controles de motor e ventilação e ter dados em tempo real sobre o consumo.

Esses programas também permitem que se identifiquem as causas de gasto excessivo e se façam previsões e ajustes baseadas em parâmetros concretos. Outras medidas que podem trazer resultados positivos em relação à energia é a instalação de medidores e disjuntores inteligentes.

Os avanços relativos à inovação também apontam para outra direção: a substituição da energia elétrica por fontes alternativas de energia. Apesar de alto, o investimento é de baixo risco e traz muitos benefícios a longo prazo.

Além de gerar economia e fugir do aumento das tarifas, o uso de energias renováveis, como a eólica e a biomassa, ajudam a tornar a atividade mais sustentável. Tudo indica que, além de ser relevante para a redução de gastos na mineração, a tecnologia também é fundamental para que o setor ganhe em produtividade e eficiência e encontre meios de diminuir riscos e impactos socioambientais.

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